quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Perfeição, medo ou quadrado

Uma das coisas mais importantes para você que deseja ser uma pessoa de sucesso é esquecer que tudo só tem um jeito de ser feito, ainda mais aqui no Brasil, uma terra cheia de oportunidades e mercados ainda não explorados.

O que eu percebo ao conversar com as pessoas é que elas pensam muito em abrir seus negócios e tal, mas querem ver a coisa perfeita logo no início. Imagina a loja perfeita, o serviço perfeito, as luzes perfeitas, o produto perfeito e sei lá eu mais o que. Isso não existe, até porque se você tentar apenas ser “perfeito” como todos, dificilmente vai sair do quadrado e inventar coisa nova.

Como assim inventar algo novo?” Pois é, acredito que é saindo do quadrado, desse perfeccionismo empreendedor que aprendemos a ter, que muitos negócios acabam não dando certo. Meu pai trabalha na área de alimentação e a coisa mais difícil que ele encontrou no ramo é convencer um investidor fazer algo diferente, algo que no Brasil ninguém nunca tentou.

O medo de colocar o dinheiro, o tempo e muita dedicação em algo novo nunca antes testado parece dominar muitas mentes, parece que atrofia com a maneira de agirmos, pois quando algo assim nos é sugerido pensamos no risco de perder e não no risco de ficar milionário. Pense no Steve Jobs e veja se ele é um cara que viveu no quadrado. Claro que não. Hoje a Apple é uma das empresas mais valiosas do mundo.

Se você quer começar alguma coisa, saia do quadrado, pois hoje no Brasil nem o que era seguro é seguro.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Liberdade e ética

   O mundo esta praticamente acompanhando passo a passo a caça aos terroristas na França. Um ataque covarde ao sátiro Charlie Hebdo onde doze pessoas tiveram suas vidas ceifadas, inclusive um policial muçulmano.

   Este é um momento em que todos fazem uma reflexão na vida, marcam época, provavelmente muitos ainda vão lembrar daqui a uns dez anos o que estavam fazendo no dia 07.01.15. Assim como ainda me lembro de boa parte da minha rotina no dia em que Ayrton Senna faleceu e as Torres gêmeas caíram. Nossa memória funciona melhor com as fortes emoções.

   Além disso o dia 07.01.15 pode ser um dia que vai ser lembrado sobre o direito que todos devemos ter, o da livre expressão. Mas uma coisa eu posso garantir para vocês, de todas as coisas que vi, eu simplesmente não posso levantar uma placa escrita "Eu sou Charlie!", porque não sou.

   Não sei quantos de vocês chegaram a pesquisar as agora famosas charges do periódico francês, mas se for você vai observar que são carregadas de preconceito, anti-religião, seja islamismo, cristianismo ou judaísmo. Carregam o pensamento de que a religião é um mal no mundo, e claro, se sentem no direito de ofender os religiosos.

   Agora prestem muita atenção, eu não apoio nenhum tipo de violência. Sou contra o que aconteceu na França e acredito que qualquer pessoa sensata também vai ser contra esse acontecimento. Também não estou querendo dizer que eles estavam buscando tomar um tiro ou coisa do gênero. Os "chargistas" não tem culpa nenhuma no que aconteceu. Espero ter deixado isso bem claro.

   Entretanto, como o exemplo que coloquei aqui para vocês, as charges são provocativas. Elas não tem a intenção de fazer um crítica construtiva, apenas destrutiva, desmoralizante e, creio eu, ofensiva ao público religioso. Charges essas escritas por pessoas com todos os seus direitos de liberdade de expressão, mas sem um pingo de ética.

   Se você quer criticar o cristianismo, que bom, mas faça isso de maneira respeitosa e com
argumentação, não enfiando coisas onde não deveriam ser enfiadas, não provocando ou mesmo distorcendo aquilo que é pregado.

   Se alguém da mídia fizesse charges semelhantes com homossexuais iria ser taxado de homofóbico, se fizesse com negros iria ser chamado de racista, se usasse mulheres na charge iria ser machista, se falasse dos gordos estaria incentivando o bullying. Mas como o religioso deve ser tolerante (pelo menos é o que se espera), pode se zombar do religioso, pode tripudiar da fé, pode blasfemar o que a pessoa tem de sagrado e não ter consequência nenhuma. Aqui esta o problema.

   Sou a favor de uma liberdade de espressão, mas acredito, principalmente quando se fala de profissionais, que deve haver um pingo de ética e bom senso. Ofender, como são as charges do Charlie Hebdo, não dá nem se quer para falar que aquilo é imprensa, apenas um periódico que fortalece o preconceito contra religião.

   Mas se os caras te ofendem, ou ofendem a sua fé, o que fazer? Obviamente dar tiros no cartunista não é a resposta correta, mas entrar na justiça ou organizar manifestações é um bom começo, além disso, assim como todos tem seus direitos, como a liberdade de expressão, todos também devem ter suas responsabilidades e obrigações.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Problemas com a comunicação

   Ter problemas na comunicação é um problema infelizmente mais comum do que gostaria que fosse e esse problema acaba levando a outros problemas que tomam ainda mais tempo do que a comunicação em si.

   Abaixo estão problemas típicos de ambientes que encontramos problemas de comunicação.

   ● Dificuldade de membros assumirem responsabilidades.
   ● Dificuldade na comunicação entre departamentos, o que leva um a assumir a responsabilidade do outro e os dois se dedicam na mesma coisa, ou pior, ninguém faz nada.
   ● Necessidade do pastor (ou outro tipo de líder) exercer maior autoridade diante dos membros.
   ● Acesso limitado às informações da igreja.
   ● Poder de análise do conjunto acaba prejudicado.

   Alguns pontos da comunicação que devem ser analisados para a obtenção do sucesso na comunicação:

Estrutura

   ○ A apresentação de tópicos para a discussão antes de cada reunião (pelo menos um dia) e a presença dos principais (ativos) membros da comissão significa que a reunião tende a ser mais eficaz em termos de resolução de problemas e de economia do tempo.
   ○ A estrutura levava à preparação prévia, quando os participantes podiam digerir os tópicos e vir preparados para fazer ou responder as perguntas difíceis.

Comunicação clara

   ○ As conversas diretas, o ato de ouvir ativamente e a pressão para manter os diálogos dentro de uma linha lógica afastam as discussões das respostas sem clareza ou um simples “sim ou não” para respostas do tipo, “sim... [o que precisa ser feito para conseguir o resultado estimado]”.

Frequência

   ○ A realização constante de reuniões melhora a comunicação como um todo e mantem todos membros da comissão atualizados, assim como os membros dos departamentos representados por um membro da comissão.
   ○ A frequência de reuniões com participantes de variados níveis da “hierarquia” da igreja pode dar visibilidade a comissão, conquista apoio dos membros como um todo.

Para a Igreja

   ○ Demonstre á igreja seu apreço adaptando a apresentação ao público e oferecendo incentivos específicos (que não necessitam ser materiais) para motivar a congregação a agir.
   ○ Uma apresentação feita pelo pastor da igreja não apenas enriquece a apresentação ao demonstrar a sinceridade e a seriedade do projeto, como gera uma estrutura interna para realização do projeto, levando os responsáveis dentro da igreja a cumprir os compromissos externos (em essência, criando um senso de urgência e responsabilidade dentro da igreja).

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Estratégia para estabelecer boa comunicação

   No post anterior falei sobre a importância da comunicação para um trabalho em equipe, seja em um escritório, multinacional ou mesmo numa igreja. Aqui vou dar cinco passos para estabelecer as dicas que dei acima em uma comissão de igreja (que é a minha área), mas que pode ser usada em ambientes empresariais (com as devidas adaptações) .

   São cinco os passos que você precisa para estabelecer uma boa comunicação dentro da sua comissão.

1º Passo – Documente e compartilhe todas as informações de contato de todos os membros da comissão. Telefone, celular, e-mail e mesmo o Facebook, são todas ferramentas poderosas para a troca de informação. Após essa parte, defina um escopo geral do projeto para a igreja. Ponto de partida e para onde queremos chegar.

2º Passo – Definir consensualmente uma programação de reuniões compatível com a natureza do projeto e da igreja. Geralmente se tem uma reunião por mês, mas nada impede de uma reunião extra para eventos como Semana Santa, Colheita de Primavera, Semana da Família...

3º Passo – Todas as reuniões devem ter uma pauta clara. Como pastor sou contra discutir qualquer coisa em uma comissão de igreja que não havia sido pautada com antecedência. Além disso, todos os coordenadores de projetos dentro da igreja deveriam ter em mãos seus planos, metas atingidas, objetivos a cumprir especificadas e ou novos planos de ação.


4º Passo – Usar e-mail com frequência para manter toda a comissão atualizada com relação aos projetos adotando um formato uniforme e de mensagens curtas. Isso vai dar uma velocidade maior em todas as comissões, pois quando um assunto entrar na discussão, todo mundo já esta sabendo do que esta acontecendo.

5º Passo – Ao avaliar os prós e contras das questões e ideias, lembre-se de separar a pessoa das questões e ideias na discussão. Avaliem as ideias com mérito na sua formulação e capacidade de trazer a congregação os resultados esperados.

   Siga esses passos e veja se a eficiência do trabalho não vai ser melhorada.

domingo, 16 de novembro de 2014

Comunicação e sua Importância


    Se você for em busca de consultores para saber o que realmente importante para o funcionamento de uma empresa, vai descobrir rapidamente que comunicação é uma delas. Na Igreja não é diferente, comunicar-se é importante demais. Porém aqui quero fazer um adendo, a comunicação que estarei tratando aqui é especificamente de liderança, ou seja, para a comissão da igreja, e não a comunicação geral da igreja, que no caso da Adventista, existe um departamento só para isso.

   Se você é pastor e esta chegando em um novo distrito, falar sobre a importância da comunicação é um excelente começo, afeta todos os membros  e mais, ajuda muito  na execução de projetos da congregação. Então aqui vão algumas dicas.

1. Comunicar-se constantemente

   Algumas pessoas reclamam pelo excesso de comunicação, e-mails que não acrescentam muita coisa e assim vai, mas você já colocou na balança o que é melhor, o excesso ou a falta de comunicação? Vou considerem aqui primeiramente o excesso de comunicação e os três problemas mais citados.

   a. Tempo para redigir relatórios ou e-mail de atualizações adicionais.
   b. Tempo para ler relatórios ou e-mail de atualizações adicionais
   c. A chateação de ler e-mail ou outro tipo de mensagens com informações já antes comunicadas.

   Agora vou considerar aqui os três principais problemas que existem pela falta de comunicação.

   d. Falta de outras perspectivas (mesmo divergentes) de questões importantes.
   e. Redundância de vertentes de trabalho. (Por exemplo, quem nunca viu dois ou mais pregadores estarem prontos para transmitir a mensagem no mesmo dia).
   f. Resposta errada ou mesmo significativo retrabalho por falta de um ou mais dados.

   Creio que todos nós já fomos pelo menos uma vez na vida vítima da falta de comunicação tendo aquela sensação de desperdiçou muito tempo em algo desnecessário. E pelo que apresentei acima, imagino que ficou claro na sua visão que o excesso de comunicação causa menos dor de cabeça do que a falta de comunicação.

   Agora um detalhe, nunca se trave em apenas um único tipo de comunicação, existem pelo menos três meios de comunicação que devem manter um equilíbrio para manter todo o sistema, seja empresa ou igreja, equilibrado. Comunique-se por e-mail, por telefone e pessoalmente. O e-mail pode ser interrompido de maneira abrupta e muitas vezes não passa a o “tom do discurso” que seria necessário transmitir. Não é incomum os e-mails darem também uma interpretação equivocada, por mais claro que o autor do e-mail achou ter sido. Mantendo esses três meios de comunicação ativos você vai criar um ambiente de comunicação clara.

2. Ouvir com atenção

   Desde que eu era uma criança ouvia a professora na sala de aula dizendo: “Deus nos deu uma boca e dois ouvidos, isso significa que é mais importante ouvir do que falar.”

   Talvez você não concorde com a metáfora, mas você precisa concordar que ouvir é MUITO mais importante que falar. E essa é uma habilidade que principalmente nós homens precisamos treinar, pois um dos maiores pontos fracos de comunicação masculino é interromper as pessoas no meio da sua fala.

   Para um pastor, conselheiro ou qualquer pessoa nessa posição, a regra de ouro é aprender a ouvir e mais ouvir com atenção, aqui vão quatro dicas para aprimorar o nosso lado ouvinte:

   a. Deixe a própria agenda de lado. As visitas que faço são feitas com pelo menos um objetivo em mente, mas uma ou outra vez acabo me deparando com situações complicadas, nesse caso é necessário deixar o bom senso prevalecer, deixo minha agenda (objetivos) de lado, pelo menos por ora, e passou a ser ouvinte da pessoa.

   b. Concentre-se na pessoa que esta falando. Mantenha contato visual, todos gostamos de ser ouvidos por pessoas que estão nos olhando, além disso, você focar visualmente uma pessoa você vai conseguir se manter bem mais atento a ela do que se distraindo ou olhando para algum outro lugar, Celular ou tablete nem pensar.

   c. Encoraje o interlocutor. Isso você pode fazer verbalizando, mais facilmente com perguntas, ou mesmo com a linguagem corporal. Mas algo que realmente encoraja uma pessoa a falar é saber que o ouvinte é uma pessoa de confiança.

   d. Discuta o conteúdo. Faça um pequeno resumo do que a pessoa te falou, ou então parafraseei a ideia apontada, desta maneira você pode demonstrar que esta entendendo o que esta lhe sendo falado.

   Agora uma coisa importante, muitas vezes somos tentados a terminar uma reunião rapidamente por causa da nossa agenda. Alguns membros tem horror a uma comissão longa (e em certo sentido com razão), mas aqui vou querer desafiar você, presidente de comissão, reunião ou o que for. A arte de ouvir exige que você solicite ativamente opiniões e ideias dos integrantes da equipe que ainda não deram suas contribuições. Isso é necessário em especial porque sempre tempos membros mais calados e introvertidos dentro da equipe.

3. Separar as questões (ideias) em discussões das pessoas.

   Esse passo é fundamental e evita a ideia da tal panelinha. Mas quem quer que esteja presidindo e participando de uma reunião não pode confundir o autor da ideia, proposta ou questão em si, com o autor da mesma.

   Existe uma forte tendência de que quando apresentamos uma ideia ou damos um ponto de vista que diverge do grupo em si, ficamos apegados pessoalmente a essa nova perspectiva. Quando temos então nossa ideia rejeitada acreditamos que temos argumentar com mais força para que os outros aceitem.

   A melhor solução para isso é que após expor a ideia, deve-se separar a pessoa da ideia, fazemos isso discutindo os prós e contras com base única nos méritos. Após um boa analisada na ideia, o grupo pode então tomar uma decisão. E lembram-se a ideia de um presidente pode ser tão ruim, como de um estagiário pode ser maravilhosa. Esqueça a pessoa, aprenda a ouvir, analise e viva com sua ideia, aprovada ou não pela sua equipe.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Célula-tronco, a polêmica continua

   Quando ouvimos sobre pesquisa de célula-tronco achamos que logo estaremos nos beneficiando com curas impressionantes para os mais diversos problemas, inclusive a recuperação de movimentos de tetraplégicos, mas como deixei claro no post anterior eu sou contra esse tipo de pesquisa, o que usa embriões humanos, e vou colocar aqui mais uns motivos.

   1. Todos sabem que a célula-tronco tem a capacidade de se tornar qualquer tipo de célula, inclusive neurônios, mas as células-tronco embriatórias são difíceis de serem controladas e as vezes formam tumores em vez tecido útil.

   2. Segundo Wesley Smith, no livro Cell Wars: The Reagans Suffering and Hyped Promises, os tratamentos prometidos seriam muito caros. Ele afirma que “levaria cerca de cem óvulos humanos por paciente, a um custo de mil a dois mil dólares cada, apenas para obter uma linhagem de células-tronco embriatórias clonadas para o uso de terapia regenerativa”. Ou seja, mesmo que a biomedicina conseguisse a tal cura, ela estaria restrita a uma pequena parcela da sociedade.

   3. As células-tronco adultas estão tratando 70 doenças conhecidas, ao passo que as células-tronco embriatórias (tiradas de embriões em laboratórios, ao invés do cordão umbilical) não conseguem tratar nenhuma doença.

   4. Não percebo nenhuma lógica em criar centenas de vida humanas para serem sacrificadas em prol da recuperação da saúde de uma única pessoa. O normal seria um se sacrificar por muitos (por decisão própria, é claro!) não o contrário.

   Poderia estender ainda mais essa discussão, mas gostaria que você refletisse no seguinte ponto. Essa vida é injusta e passageira, muitos morrem de doenças terríveis e outros num delicioso sono, mas quando confiamos em Cristo, que morreu por nós, então todas as doenças serão curadas e nem mais morte existirá (Apoc. 21:1-4). Entregue sua vida em sacrifício a Cristo e então você viverá mais e melhor.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Célula-tronco, a polêmica

   Pesquisas no mundo todo sobre o uso medicinal de células-tronco estão sendo realizadas sem nenhum critério moral, na verdade, creio eu, criando uma grande imoralidade. O homem passou a brincas de ser Deus.

   Primeiramente gostaria de responder a principal crítica que é espalhada por ai contra as pessoas que são a favor da vida. Religião não deve interferir na ciência. Claro que isso vem de cientistas ateus, ou pessoas preocupadas primeiramente em ganhar uma boa grana com suas pesquisas, nem que tenham que fazer um longo caminho pela imoralidade.

   Ciência em si é desprovida do sentido de certo ou errado, moral ou imoral. Ciência em si é amoral, sem bem ou mau, sem certo ou errado, sem justo ou injusto. Ciência é a busca de conhecimento, se o procedimento para isso é moral ou não, não cabe à ciência julgar.

   Por outro lado, religião é um divisor entre o certo e o errado, assim como muitas linhas da filosofia também o são. Por isso, creio eu, a religião e a filosofia devem entrar no campo da ciência, não para dizer o que pesquisar ou não, mas para por limites na maneira de conduzir uma pesquisa.

   Pesquisa de célula-tronco não deve ficar de fora dessa discussão, deve ser observada e com muita atenção, pois ela esta avançando cada dia mais onde imaginamos que não existe espaço na justiça para tal prática. Por exemplo, em 2004, em Nova Jersey, a lei S-1.909, assinada pelo governador James McGreevey, proibindo a clonagem humana (pelo menos dessa maneira que chegou ao público), é a lei mais permissiva para pesquisadores de célula-tronco.

   Como assim?! Ela proíbe o nascimento vivo de seres humanos clonados, o que na cabeça da maioria também significaria que é proibido gera-los, mas não, a lei não fala nada sobre a sua criação para pesquisas destrutivas. Assim outras leis “anticlonagens” são elaboradas dia a dia mundo a fora.

   Além disso, cientistas parecem querer fazer uma grande confusão na mente das pessoas dizendo que vida humana não é vida humana e que clonagem não é clonagem, por exemplo, uma citação de Michael Gazzaniga, diretor do Centro de Neurociência de Dartmouth e (pasmem) membro do Coselho Presidencial de Bioética. Essa citação foi extraída no New York Times, fevereiro de 2006, como uma respostas as declarações de George Bush sobre clonagem.

   “Chamar a clonagem humana em todas as suas formas de ‘abuso flagrante’ é uma descaracterização grave. Soa como se a comunidade médica estivesse clonando pessoas, o que não é verdade. A frase ‘em todas suas formas’ é um código, uma forma de confundir coisas muito diferentes: clonagem reprodutiva e clonagem biomédica.”

   No meu post anterior, “Aborto, a polêmica”, eu dei bons motivos para considerar um embrião um ser humano, ou melhor, um embrião humano é uma vida humana. Clonar embriões humanos para matar e retirar células-tronco, na minha opinião, é ainda pior do que permitir que clones humanos possam viver. Além disso, clonagem reprodutiva e clonagem biomédica resulta no mesmo tipo de vida, a humana. Mas parece que cientistas preferem ignorar isso.

   Gazzinga ainda vai mais longe no seu artigo “All Clones Are Not the Same” ao dizer:


   “Olhe ao redor. Olhe para seus entes queridos. Você vê um grande bloco de células ou vê algo mais? (...) Não vemos células, simples ou complexas, vemos pessoas, a vida humana. Aquilo em uma placa de Petri é outra coisa. Ainda não tem memória, amores e esperanças que se acumulam ao longo dos anos.”

   Veja que para um cientista ele apela para um padrão moral próprio, onde matar um embrião em um vidro Petri é bem deferente de matar um ser humano adulto.  Ele não esta fazendo nada mais do que colocando suas crenças no papel, mas se eu coloco as minhas sou um fundamentalista, mas ele não esta sendo também um fundamentalista em um ponto de vista oposto ao meu?

   Ele esta argumentando aqui, que nós seres humanos passamos a existir somente depois que nosso corpo já existia, ou seja, aquele embrião que estava na barriga da sua mãe e que um dia gerou você, ele não era você, era apenas um amontoado de células. O que eu estou dizendo é que eu já estive vivo em uma forma de embrião, e quando olho as pessoas a minha volta, com suas memórias, amores e esperança, sei que todas elas um dia foram um simples embrião.

   O que difere o valor da minha vida em relação as que estão em uma placa de vidro é que eu tive oportunidade de me desenvolver, biologicamente, emocionalmente e mentalmente.

   Desculpem se você não concorda com a minha argumentação até aqui, mas eu sou um defensor da vida humana e não é nosso papel, como iguais, julgar quem vive e quem morre.